Governo intervém nas negociações de rodoviários e patrões
O impasse entre rodoviários e patrões continua nesta sexta-feira (06/06). Após a intervenção, sem sucesso, do Ministério Público do Trabalho (MPT) a vez agora é do Governo do Distrito Federal (GDF). Nesta quinta-feira (05/06), o governador do DF José Roberto Arruda se reuniu com os sindicatos dos rodoviários e empresários em busca de uma solução. Mas, até que tudo se resolva, motoristas e cobradores mantêm a posição de entrar em greve, por tempo indeterminado, nesta segunda-feira (09/05).
Por quase uma hora, Arruda esteve com empresários e a categoria, no entanto, sem avançar nas discussões. Isso porque o governador alegou não ter em mãos informações suficientes do sistema de transporte público. “O governador disse que precisava de mais dados do que os disponíveis para fazer uma proposta concreta”, conta Saul Araújo, presidente do Sindicato dos Rodoviários. Arruda solicitou os documentos aos assessores e remarcou a reunião para as 16h40 desta sexta-feira, na residência oficial de Águas Claras.
Mesmo sem nenhuma solução apresentada, os rodoviários saíram otimistas da reunião. Arruda e o secretário de Transportes, Alberto Fraga, afirmaram que há condições de aumento do salário dos profissionais sem que, para isso, seja necessário aumentar a tarifa das passagens de ônibus. Porém, o presidente do Sindicato Patronal,Wagner Canhedo, não ficou satisfeito. "Foi ruim. O homem (Arruda) não quer dar o aumento da tarifa", limitou-se a dizer.
Arruda disse, ainda, durante a reunião que pretende fazer de tudo para beneficiar as duas partes, por enquanto. “Mas a regra do governo é a seguinte: tudo o que pode ser feito, fazer antes da greve. Depois que entrar em greve nem uma vírgula a mais, demore o tempo que demorar”, garante. O governador também ameaçou a categoria “Eu espero que cheguem num bom acordo. Mas se não chegarem e entrarem em greve ninguém vai ter aumento, vão sair com uma mão na frente e outra atrás”, atacou.
Na avaliação do governo a retirada das vans é uma fonte extra de receita das empresas, de modo que seria desnecessário um aumento na tarifa. Ainda assim, Arruda ofereceu aos empresários a diminuição dos impostos que pesam sobre o óleo diesel para buscar um entendimento.
Uma assembléia, com indicativo de greve, foi marcada para este domingo (8/06), no estacionamento do Conic. A categoria reivindica, entre outros benefícios, aumento de 20% nos salários e a redução da carga de trabalho de 6h40 para 6h diárias. O Ministério Público do Trabalho apresentou a proposta final para a categoria de reajuste salarial de 6%, que não agradou patrões e nem funcionários. Wagner Canhedo tem afirmado constantemente ser impossível conceder o aumento de salário sem que a tarifa, não reajustada há dois anos, suba.
FONTE: Correio Braziliense
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