Valores em cidades como Taguatinga e Ceilândia ficam cada vez mais salgados, mas regionais distantes de Brasília ainda mantêm preços baixos
Considerado um dos metros quadrados mais caros do país, o preços de imóveis e aluguéis no Distrito Federal não é destaque apenas no Plano Piloto. As demais cidades, antes chamadas de satélites, também vêm “sofrendo” desse mal e registram valores cada vez mais salgados para o bolso do trabalhador, principalmente aquelas localizadas mais próximas do Plano, como Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
A gerente administrativa da imobiliária MGarzon, Marta Braga, diz que o aluguel de um imóvel de 55 m², com quatro cômodos em Taguatinga, atualmente custa em média R$ 714. Dentro desse preço, existe o reajuste anual, que, em geral, tem como base o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No entanto, procurando em classificados, ainda é possível encontrar valores entre R$ 400 e R$ 500. Essa diferença, entre preços mínimos e máximos, comprovam essa tendência do mercado imobiliário nas cidades do DF.
Em Samambaia para negociar um imóvel de 350 m² quadrados é necessário desembolsar em média R$ 2,2 mil. O administrador de aluguéis Ubiratan da Cruz explica que tudo depende da área escolhida, caso seja um local mais privilegiado, o preço aumenta proporcionalmente. “A variação do dólar é um dos responsáveis nesse aumento anual”, completa a proprietária de uma imobiliária, Maria Sueli da Silva.
Em contrapartida, os preços dos aluguéis em cidades que ficam longe do Plano ainda podem ser considerados uma boa opção para o orçamento. Um levantamento informal realizado pelo jornal Coletivo foi verificado que a venda de uma casa em São Sebastião varia de R$ 35 mil (cinco cômodos) e R$ 90 mil (sete cômodos). Já em Brasília, o preço pode chegar a casa do milhão, mas em média, apartamentos de dois quartos custam a partir de R$ 250 mil.
FONTE: Jornal Coletivo
26.6.08
Falta de unidades residenciais e comerciais provoca reajustes até 20%
Tempos difíceis para quem pretende alugar um imóvel para morar no Distrito Federal. Mesmo com o grande número de empreendimentos imobiliários, continua a defasagem entre a oferta e a demanda, o que inflaciona o mercado. Em algumas localidades, como o Plano Piloto e Ceilândia, o preço do aluguel acumula alta de mais de 20% nos cinco primeiros meses deste ano, bem acima dos 4,75% registrados de janeiro a maio pelo IGP-M, índice que corrige a maioria dos contratos entre locador e locatário.
De acordo com Miguel Setembrino, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residencias e Comerciais do Distrito Federal (Secovi), existem em Brasília 110 mil pessoas, com renda acima de R$ 4 mil, sem moradia, aguardando o surgimento de novas habitações. E, pelo menos uns 300 mil trabalhadores de menor renda, a maior parte comerciários, necessitando de casa popular.
O presidente do Secovi afirma que enquanto os aluguéis residenciais têm tido reajustes que variam até 20%, os contratos comerciais alcançam oscilações maiores ainda, até 25%. "Brasília necessita urgente não só de moradias, mas também de imóveis comerciais. O Distrito Federal não pára de crescer".
FONTE: clicabrasilia.com.br
De acordo com Miguel Setembrino, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residencias e Comerciais do Distrito Federal (Secovi), existem em Brasília 110 mil pessoas, com renda acima de R$ 4 mil, sem moradia, aguardando o surgimento de novas habitações. E, pelo menos uns 300 mil trabalhadores de menor renda, a maior parte comerciários, necessitando de casa popular.
O presidente do Secovi afirma que enquanto os aluguéis residenciais têm tido reajustes que variam até 20%, os contratos comerciais alcançam oscilações maiores ainda, até 25%. "Brasília necessita urgente não só de moradias, mas também de imóveis comerciais. O Distrito Federal não pára de crescer".
FONTE: clicabrasilia.com.br
10.6.08
Alimentos têm a maior alta dos últimos quatro anos
O preço dos alimentos subiu 2,33% no mês de maio, registrando a maior alta desde fevereiro de 2004, quando o avanço foi de 2,36% no Brasil. Segundo números da Fundação Getúlio Vargas(FGV), os preços dos alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal(IPC-S). Entre os 21 itens que compõem o grupo alimentício, as maiores altas foram de hortaliças e legumes, arroz e feijão e carnes bovinas.
A alta do preço dos alimentos pode ser explicada pela diminuição da oferta e a demanda crescente. Nos últimos três anos, por exemplo, houve secas tão profundas no sul do Brasil que o país perdeu 40 milhões de toneladas de grãos. Outro fator decisivo é o direcionamento da produção de milho para a fabricação de etanol, que acabou por encarecer o produto, base para a ração de aves.
Além disso, deve-se considerar o crescimento da economia mundial (20%) nos últimos quatro anos, aumentando o consumo de alimentos em países emergentes como Brasil, China e Índia. Uma mudança de padrão de consumo é suficiente para uma alteração significativa na economia global. O crescimento da renda dos trabalhadores nesses países fez com que mudassem seus hábitos de consumo e, por conseqüência, sua dieta, trocando carboidratos por mais proteínas no cardápio – basicamente carne, leite e queijos.
FONTE: Veja.com
Aumento das cestas básicas
O preço da cesta básica continua em alta em 14 das 16 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de maio. Apenas Goiânia (-1,19%) e Salvador (-0,35%) apresentaram queda no preço da cesta básica no mês passado. As maiores altas foram registradas no Recife (14,19%), em Natal (8,91%) e em Florianópolis (7,61%).
A alta no preço da cesta pode ser explicada pelo aumento no preço dos alimentos. Já o aumento no preço dos alimentos se deve, sobretudo, aos fatores climáticos, às pressões do mercado internacional e à alta no preço dos insumos derivados do petróleo. A carne, por exemplo, só não teve aumento em Brasília (-2,22%).
Ainda segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o acumulado nos últimos 12 meses superou o patamar de 20% em todas as capitais, enquanto o salário mínimo subiu, em março, 9,21%.
A pesquisa do Dieese também avaliou que o salário mínimo ideal para o período, considerando-se as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 1.987,51, o que corresponde a 4,79 vezes o piso do salário mínimo atual (R$ 415).
FONTE: Correio do Brasil
A alta do preço dos alimentos pode ser explicada pela diminuição da oferta e a demanda crescente. Nos últimos três anos, por exemplo, houve secas tão profundas no sul do Brasil que o país perdeu 40 milhões de toneladas de grãos. Outro fator decisivo é o direcionamento da produção de milho para a fabricação de etanol, que acabou por encarecer o produto, base para a ração de aves.
Além disso, deve-se considerar o crescimento da economia mundial (20%) nos últimos quatro anos, aumentando o consumo de alimentos em países emergentes como Brasil, China e Índia. Uma mudança de padrão de consumo é suficiente para uma alteração significativa na economia global. O crescimento da renda dos trabalhadores nesses países fez com que mudassem seus hábitos de consumo e, por conseqüência, sua dieta, trocando carboidratos por mais proteínas no cardápio – basicamente carne, leite e queijos.
FONTE: Veja.com
Aumento das cestas básicas
O preço da cesta básica continua em alta em 14 das 16 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de maio. Apenas Goiânia (-1,19%) e Salvador (-0,35%) apresentaram queda no preço da cesta básica no mês passado. As maiores altas foram registradas no Recife (14,19%), em Natal (8,91%) e em Florianópolis (7,61%).
A alta no preço da cesta pode ser explicada pelo aumento no preço dos alimentos. Já o aumento no preço dos alimentos se deve, sobretudo, aos fatores climáticos, às pressões do mercado internacional e à alta no preço dos insumos derivados do petróleo. A carne, por exemplo, só não teve aumento em Brasília (-2,22%).
Ainda segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o acumulado nos últimos 12 meses superou o patamar de 20% em todas as capitais, enquanto o salário mínimo subiu, em março, 9,21%.
A pesquisa do Dieese também avaliou que o salário mínimo ideal para o período, considerando-se as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 1.987,51, o que corresponde a 4,79 vezes o piso do salário mínimo atual (R$ 415).
FONTE: Correio do Brasil
9.6.08
A retirada e os retirados
O administrador de Brasília, Ricardo Pires, esteve na manhã de terça-feira na área central do DF para acompanhar a saída de vendedores ambulantes do local. De acordo com Pires, seis camelôs foram retirados da Rodoviária, do Setor Comercial Sul e da Galeria dos Estados no início desta manhã. A administração garante que 20 fiscais ficarão na área para conter os ambulantes insistentes até quando for necessário.
A vendedora de caixas e baús decorados, Mirian Scheidegger, de 45 anos, foi alertada pelo administrador de que teria de sair da Galeria dos Estados, onde vendia seus produtos. Ela trabalha no local há dois anos e disse não ter sido informada sobre a proibição de ficar ali. "Não sabia que eu não podia continuar aqui. Tenho carteira que comprova que vivo de artesanato, mas o pobre sofre porque ele quer trabalhar e não tem onde" Após recolher suas coisas, a ambulante foi embora.
FONTE: Correio Braziliense
Desde o mês passado, o GDF vem promovendo ações para retirar ambulantes do Setor Comercial Sul e da Rodoviária. Deslocá-los para o Shopping Popular, que fica ao lado da Rodoferroviária, foi a saída encontrada para sumir com as barraquinhas que, de tanto tempo de permanência, pareciam fundir-se à dinâmica desses locais. Agora que as lonas foram desmontadas e o burburinho das vendas não é mais usual, como fica a situação dos trabalhadores? Será que os consumidores de sempre vão se deslocar até a Rodoferroviária pra comprar o que escolhiam no caminho do ônibus? Enquanto a situação não se resolve, escute o que algumas pessoas têm a dizer sobre os ambulantes.

Danilo Vasconcelos
Gilberto Esteves
Lourismar dos Santos
A vendedora de caixas e baús decorados, Mirian Scheidegger, de 45 anos, foi alertada pelo administrador de que teria de sair da Galeria dos Estados, onde vendia seus produtos. Ela trabalha no local há dois anos e disse não ter sido informada sobre a proibição de ficar ali. "Não sabia que eu não podia continuar aqui. Tenho carteira que comprova que vivo de artesanato, mas o pobre sofre porque ele quer trabalhar e não tem onde" Após recolher suas coisas, a ambulante foi embora.
FONTE: Correio Braziliense
Desde o mês passado, o GDF vem promovendo ações para retirar ambulantes do Setor Comercial Sul e da Rodoviária. Deslocá-los para o Shopping Popular, que fica ao lado da Rodoferroviária, foi a saída encontrada para sumir com as barraquinhas que, de tanto tempo de permanência, pareciam fundir-se à dinâmica desses locais. Agora que as lonas foram desmontadas e o burburinho das vendas não é mais usual, como fica a situação dos trabalhadores? Será que os consumidores de sempre vão se deslocar até a Rodoferroviária pra comprar o que escolhiam no caminho do ônibus? Enquanto a situação não se resolve, escute o que algumas pessoas têm a dizer sobre os ambulantes.

Danilo Vasconcelos
Gilberto Esteves
Lourismar dos Santos
8.6.08
Governo, empresários e rodoviários entram em acordo
Depois do encontro de ontem (7) entre o governador José Roberto Arruda, donos de empresas de ônibus e rodoviários, a categoria decidiu que não haverá greve. A reunião durou cinco horas e aconteceu na Residência Oficial do governados, em Águas Claras. O secretário de Transportes, Alberto Fraga, também estava presente.
Os empresários das empresas de ônibus fecharam um reajuste de 3%, mais a reposição de perdas com a inflação de 5,36%, totalizando 8,36%. No entanto, o valor total deve ser de 8,52%. A diferença, é um 'extra' conquistado pelos rodoviários. Esse aumento é retroativo a primeiro de maio e o percentual será aplicado ao tíquete refeição, à cesta básica, à produtividade e à gratificação dos funcionários.
A jornada de trabalho também foi reduzida de 6h40 para 6h. Também foi concedida a anistia das multas tomadas pelos motoristas dos ônibus em pardais e lombadas eletrônicas. Ficou acordado que as horas não trabalhadas referentes à paralisação da segunda-feira (2) serão abonadas. A validade dos pontos negociados será de dois anos, e não um, como costuma acontecer. A definição evita a renegociação em 2009.
O GDF se comprometeu a ceder 300 lotes para os rodoviários inscritos no programa habitacional.
FONTE: clicabrasilia.com.br
Os empresários das empresas de ônibus fecharam um reajuste de 3%, mais a reposição de perdas com a inflação de 5,36%, totalizando 8,36%. No entanto, o valor total deve ser de 8,52%. A diferença, é um 'extra' conquistado pelos rodoviários. Esse aumento é retroativo a primeiro de maio e o percentual será aplicado ao tíquete refeição, à cesta básica, à produtividade e à gratificação dos funcionários.
A jornada de trabalho também foi reduzida de 6h40 para 6h. Também foi concedida a anistia das multas tomadas pelos motoristas dos ônibus em pardais e lombadas eletrônicas. Ficou acordado que as horas não trabalhadas referentes à paralisação da segunda-feira (2) serão abonadas. A validade dos pontos negociados será de dois anos, e não um, como costuma acontecer. A definição evita a renegociação em 2009.
O GDF se comprometeu a ceder 300 lotes para os rodoviários inscritos no programa habitacional.
FONTE: clicabrasilia.com.br
7.6.08
Temporada de caça aos infratores
Detran aumentará punições aos motoristas que mais cometem ilegalidades nas pistas. Na lista dos 30 mil que estão prestes a perder o direito de dirigir, há gente com até 1,5 mil pontos na carteira
Um único motorista do Distrito Federal acumula 1,5 mil pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por lei, após a contagem de 20 pontos, o documento é recolhido. Se a suspensão fosse automática, a CNH do campeão brasiliense de infrações teria sido retida pelo Departamento de Trânsito (Detran) 75 vezes seguidas. Como ele, existem outros condutores que desrespeitam todos os limites da lei e, ainda assim, continuam a guiar seus carros pelas ruas. Em parte, isso ocorre porque eles têm o prazo legal para recorrer e o processo é demorado. Além disso, os motoristas não atualizam o endereço, o que dificulta a localização deles.
Após identificar os maiores infratores, o Detran decidiu mudar a forma de punição. A partir de agora, a prioridade é tirar das ruas os reincidentes contumazes. Além de localizar e recolher o documento dessas pessoas, o órgão de trânsito deve puni-las com mais rigor. “Não podemos tratar de forma igual os desiguais. A maioria das suspensões era por um ou quatro meses. Isso vai mudar, e vai ser logo”, avisou o diretor-geral do Detran, Jair Tedeschi.
O Código de Trânsito Brasileiro estipula que a suspensão do direito de dirigir deve valer por um prazo entre um mês a um ano. Mas, se o condutor for flagrado em reincidência antes de 12 meses, ele ficará impossibilitado de dirigir por um período entre seis meses a dois anos. O prazo é definido pelos departamentos de trânsito das unidades da Federação.
No DF, existem em torno de 30 mil CNHs na fila para serem suspensas ou cassadas. Segundo Jair Tedeschi, pelo menos 500 motoristas acumularam mais de 100 pontos. O balanço parcial do órgão revela que, de janeiro a abril deste ano, 558 documentos foram apreendidos e apenas 12 cassados. Entre os principais motivos para a punição, acumular 20 pontos na carteira, realizar manobras perigosas e guiar embriagado ou sob a influência de entorpecentes.
FONTE: Correio Braziliense
Um único motorista do Distrito Federal acumula 1,5 mil pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por lei, após a contagem de 20 pontos, o documento é recolhido. Se a suspensão fosse automática, a CNH do campeão brasiliense de infrações teria sido retida pelo Departamento de Trânsito (Detran) 75 vezes seguidas. Como ele, existem outros condutores que desrespeitam todos os limites da lei e, ainda assim, continuam a guiar seus carros pelas ruas. Em parte, isso ocorre porque eles têm o prazo legal para recorrer e o processo é demorado. Além disso, os motoristas não atualizam o endereço, o que dificulta a localização deles.
Após identificar os maiores infratores, o Detran decidiu mudar a forma de punição. A partir de agora, a prioridade é tirar das ruas os reincidentes contumazes. Além de localizar e recolher o documento dessas pessoas, o órgão de trânsito deve puni-las com mais rigor. “Não podemos tratar de forma igual os desiguais. A maioria das suspensões era por um ou quatro meses. Isso vai mudar, e vai ser logo”, avisou o diretor-geral do Detran, Jair Tedeschi.
O Código de Trânsito Brasileiro estipula que a suspensão do direito de dirigir deve valer por um prazo entre um mês a um ano. Mas, se o condutor for flagrado em reincidência antes de 12 meses, ele ficará impossibilitado de dirigir por um período entre seis meses a dois anos. O prazo é definido pelos departamentos de trânsito das unidades da Federação.
No DF, existem em torno de 30 mil CNHs na fila para serem suspensas ou cassadas. Segundo Jair Tedeschi, pelo menos 500 motoristas acumularam mais de 100 pontos. O balanço parcial do órgão revela que, de janeiro a abril deste ano, 558 documentos foram apreendidos e apenas 12 cassados. Entre os principais motivos para a punição, acumular 20 pontos na carteira, realizar manobras perigosas e guiar embriagado ou sob a influência de entorpecentes.
FONTE: Correio Braziliense
Governo negocia com rodoviários para evitar greve
Para os funcionários houve um acréscimo de 30% na receita desde a retirada das vans do transporte alternativo das ruas
Ficou para este sábado a última tentativa de acordo entre rodoviários e donos de empresas de transportes para tentar evitar a greve na segunda-feira. As partes divergem quanto à lucratividade do setor. Para os funcionários houve um acréscimo de 30% na receita desde a retirada das vans do transporte alternativo das ruas. Já os empresários argumentam que só é possível conceder aumento de salário se a tarifa subir.
O governo local, que já descartou a possibilidade de reajustar as passagens, defende que a situação não é tão ruim quanto alardeiam os patrões nem tão confortável como pensam motoristas e cobradores. Para esclarecer as dúvidas quanto aos números, técnicos da Secretaria de Transportes e das viações se reúnem às 9h de hoje. De acordo com a planilha que for fechada, o GDF fará a proposta final de acordo.
O encontro entre representantes do sindicato dos rodoviários, patrões e governo está marcada para as 17h, na residência oficial do governador José Roberto Arruda, em Águas Claras. O secretário de Transportes, Alberto Fraga, promete pressionar por uma solução que não prejudique a sociedade. “A reunião da manhã vai ser importante para acabar com as dúvidas. Nossa planilha é isenta e mostra que um aumento é possível”, afirma. A única proposta feita pelo sindicato patronal foi reajuste de 10% com aumento de 40 minutos na carga horária. “O que na prática é redução do salário.
Além disso, com o horário estendido até 800 companheiros seriam demitidos. Se for assim, vamos para a greve”, garante João Osório, diretor do sindicato dos rodoviários. Caso isso aconteça, Fraga promete ações para diminuir os danos. “Vamos colocar na rua os 350 microônibus apresentados esta semana e ônibus escolares. Mas vai ser difícil mesmo assim. Por isso, tentaremos evitar”, conta. A greve será confirmada ou não em assembléia dos rodoviários neste domingo, às 10h, no estacionamento do Conic.
FONTE: Correio Braziliense
Ficou para este sábado a última tentativa de acordo entre rodoviários e donos de empresas de transportes para tentar evitar a greve na segunda-feira. As partes divergem quanto à lucratividade do setor. Para os funcionários houve um acréscimo de 30% na receita desde a retirada das vans do transporte alternativo das ruas. Já os empresários argumentam que só é possível conceder aumento de salário se a tarifa subir.
O governo local, que já descartou a possibilidade de reajustar as passagens, defende que a situação não é tão ruim quanto alardeiam os patrões nem tão confortável como pensam motoristas e cobradores. Para esclarecer as dúvidas quanto aos números, técnicos da Secretaria de Transportes e das viações se reúnem às 9h de hoje. De acordo com a planilha que for fechada, o GDF fará a proposta final de acordo.
O encontro entre representantes do sindicato dos rodoviários, patrões e governo está marcada para as 17h, na residência oficial do governador José Roberto Arruda, em Águas Claras. O secretário de Transportes, Alberto Fraga, promete pressionar por uma solução que não prejudique a sociedade. “A reunião da manhã vai ser importante para acabar com as dúvidas. Nossa planilha é isenta e mostra que um aumento é possível”, afirma. A única proposta feita pelo sindicato patronal foi reajuste de 10% com aumento de 40 minutos na carga horária. “O que na prática é redução do salário.
Além disso, com o horário estendido até 800 companheiros seriam demitidos. Se for assim, vamos para a greve”, garante João Osório, diretor do sindicato dos rodoviários. Caso isso aconteça, Fraga promete ações para diminuir os danos. “Vamos colocar na rua os 350 microônibus apresentados esta semana e ônibus escolares. Mas vai ser difícil mesmo assim. Por isso, tentaremos evitar”, conta. A greve será confirmada ou não em assembléia dos rodoviários neste domingo, às 10h, no estacionamento do Conic.
FONTE: Correio Braziliense
6.6.08
Greve à vista?
Governo intervém nas negociações de rodoviários e patrões
O impasse entre rodoviários e patrões continua nesta sexta-feira (06/06). Após a intervenção, sem sucesso, do Ministério Público do Trabalho (MPT) a vez agora é do Governo do Distrito Federal (GDF). Nesta quinta-feira (05/06), o governador do DF José Roberto Arruda se reuniu com os sindicatos dos rodoviários e empresários em busca de uma solução. Mas, até que tudo se resolva, motoristas e cobradores mantêm a posição de entrar em greve, por tempo indeterminado, nesta segunda-feira (09/05).
Por quase uma hora, Arruda esteve com empresários e a categoria, no entanto, sem avançar nas discussões. Isso porque o governador alegou não ter em mãos informações suficientes do sistema de transporte público. “O governador disse que precisava de mais dados do que os disponíveis para fazer uma proposta concreta”, conta Saul Araújo, presidente do Sindicato dos Rodoviários. Arruda solicitou os documentos aos assessores e remarcou a reunião para as 16h40 desta sexta-feira, na residência oficial de Águas Claras.
Mesmo sem nenhuma solução apresentada, os rodoviários saíram otimistas da reunião. Arruda e o secretário de Transportes, Alberto Fraga, afirmaram que há condições de aumento do salário dos profissionais sem que, para isso, seja necessário aumentar a tarifa das passagens de ônibus. Porém, o presidente do Sindicato Patronal,Wagner Canhedo, não ficou satisfeito. "Foi ruim. O homem (Arruda) não quer dar o aumento da tarifa", limitou-se a dizer.
Arruda disse, ainda, durante a reunião que pretende fazer de tudo para beneficiar as duas partes, por enquanto. “Mas a regra do governo é a seguinte: tudo o que pode ser feito, fazer antes da greve. Depois que entrar em greve nem uma vírgula a mais, demore o tempo que demorar”, garante. O governador também ameaçou a categoria “Eu espero que cheguem num bom acordo. Mas se não chegarem e entrarem em greve ninguém vai ter aumento, vão sair com uma mão na frente e outra atrás”, atacou.
Na avaliação do governo a retirada das vans é uma fonte extra de receita das empresas, de modo que seria desnecessário um aumento na tarifa. Ainda assim, Arruda ofereceu aos empresários a diminuição dos impostos que pesam sobre o óleo diesel para buscar um entendimento.
Uma assembléia, com indicativo de greve, foi marcada para este domingo (8/06), no estacionamento do Conic. A categoria reivindica, entre outros benefícios, aumento de 20% nos salários e a redução da carga de trabalho de 6h40 para 6h diárias. O Ministério Público do Trabalho apresentou a proposta final para a categoria de reajuste salarial de 6%, que não agradou patrões e nem funcionários. Wagner Canhedo tem afirmado constantemente ser impossível conceder o aumento de salário sem que a tarifa, não reajustada há dois anos, suba.
FONTE: Correio Braziliense
O impasse entre rodoviários e patrões continua nesta sexta-feira (06/06). Após a intervenção, sem sucesso, do Ministério Público do Trabalho (MPT) a vez agora é do Governo do Distrito Federal (GDF). Nesta quinta-feira (05/06), o governador do DF José Roberto Arruda se reuniu com os sindicatos dos rodoviários e empresários em busca de uma solução. Mas, até que tudo se resolva, motoristas e cobradores mantêm a posição de entrar em greve, por tempo indeterminado, nesta segunda-feira (09/05).
Por quase uma hora, Arruda esteve com empresários e a categoria, no entanto, sem avançar nas discussões. Isso porque o governador alegou não ter em mãos informações suficientes do sistema de transporte público. “O governador disse que precisava de mais dados do que os disponíveis para fazer uma proposta concreta”, conta Saul Araújo, presidente do Sindicato dos Rodoviários. Arruda solicitou os documentos aos assessores e remarcou a reunião para as 16h40 desta sexta-feira, na residência oficial de Águas Claras.
Mesmo sem nenhuma solução apresentada, os rodoviários saíram otimistas da reunião. Arruda e o secretário de Transportes, Alberto Fraga, afirmaram que há condições de aumento do salário dos profissionais sem que, para isso, seja necessário aumentar a tarifa das passagens de ônibus. Porém, o presidente do Sindicato Patronal,Wagner Canhedo, não ficou satisfeito. "Foi ruim. O homem (Arruda) não quer dar o aumento da tarifa", limitou-se a dizer.
Arruda disse, ainda, durante a reunião que pretende fazer de tudo para beneficiar as duas partes, por enquanto. “Mas a regra do governo é a seguinte: tudo o que pode ser feito, fazer antes da greve. Depois que entrar em greve nem uma vírgula a mais, demore o tempo que demorar”, garante. O governador também ameaçou a categoria “Eu espero que cheguem num bom acordo. Mas se não chegarem e entrarem em greve ninguém vai ter aumento, vão sair com uma mão na frente e outra atrás”, atacou.
Na avaliação do governo a retirada das vans é uma fonte extra de receita das empresas, de modo que seria desnecessário um aumento na tarifa. Ainda assim, Arruda ofereceu aos empresários a diminuição dos impostos que pesam sobre o óleo diesel para buscar um entendimento.
Uma assembléia, com indicativo de greve, foi marcada para este domingo (8/06), no estacionamento do Conic. A categoria reivindica, entre outros benefícios, aumento de 20% nos salários e a redução da carga de trabalho de 6h40 para 6h diárias. O Ministério Público do Trabalho apresentou a proposta final para a categoria de reajuste salarial de 6%, que não agradou patrões e nem funcionários. Wagner Canhedo tem afirmado constantemente ser impossível conceder o aumento de salário sem que a tarifa, não reajustada há dois anos, suba.
FONTE: Correio Braziliense
5.6.08
Transporte Público no DF
O Bota a Boca no Trombone entra no ar com uma questão que já se tornou lugar comum. O trânsito engarrafado da cidade planejada não é surpresa pra nenhum de seus habitantes. A novidade está na armadilha construída pela precariedade do transporte público: para fugir da dependência dos ônibus e metrôs, os carros se tornam opção, melhor dizendo, A opção. O resultado é que um milhão deles estão hoje nas ruas.
Os tempos são outros, as facilidades de crédito também. Os automóveis deixaram de ser sonho de consumo e passaram a ser acessíveis. E o parcelamento é você quem escolhe. São 12, 24, 36 e outros múltiplos mais. Dá-lhe financiamento, inchaço das vias e tesourinhas lotadas. De quem é a culpa? Do governo, do projeto da cidade, das companhias? O caos é fruto de um processo de individualização ou resposta para o descaso do Estado?
Para refletir, ouça reportagem especial sobre a situação do transporte público na cidade.
Os tempos são outros, as facilidades de crédito também. Os automóveis deixaram de ser sonho de consumo e passaram a ser acessíveis. E o parcelamento é você quem escolhe. São 12, 24, 36 e outros múltiplos mais. Dá-lhe financiamento, inchaço das vias e tesourinhas lotadas. De quem é a culpa? Do governo, do projeto da cidade, das companhias? O caos é fruto de um processo de individualização ou resposta para o descaso do Estado?
Para refletir, ouça reportagem especial sobre a situação do transporte público na cidade.
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