Valores em cidades como Taguatinga e Ceilândia ficam cada vez mais salgados, mas regionais distantes de Brasília ainda mantêm preços baixos
Considerado um dos metros quadrados mais caros do país, o preços de imóveis e aluguéis no Distrito Federal não é destaque apenas no Plano Piloto. As demais cidades, antes chamadas de satélites, também vêm “sofrendo” desse mal e registram valores cada vez mais salgados para o bolso do trabalhador, principalmente aquelas localizadas mais próximas do Plano, como Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
A gerente administrativa da imobiliária MGarzon, Marta Braga, diz que o aluguel de um imóvel de 55 m², com quatro cômodos em Taguatinga, atualmente custa em média R$ 714. Dentro desse preço, existe o reajuste anual, que, em geral, tem como base o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No entanto, procurando em classificados, ainda é possível encontrar valores entre R$ 400 e R$ 500. Essa diferença, entre preços mínimos e máximos, comprovam essa tendência do mercado imobiliário nas cidades do DF.
Em Samambaia para negociar um imóvel de 350 m² quadrados é necessário desembolsar em média R$ 2,2 mil. O administrador de aluguéis Ubiratan da Cruz explica que tudo depende da área escolhida, caso seja um local mais privilegiado, o preço aumenta proporcionalmente. “A variação do dólar é um dos responsáveis nesse aumento anual”, completa a proprietária de uma imobiliária, Maria Sueli da Silva.
Em contrapartida, os preços dos aluguéis em cidades que ficam longe do Plano ainda podem ser considerados uma boa opção para o orçamento. Um levantamento informal realizado pelo jornal Coletivo foi verificado que a venda de uma casa em São Sebastião varia de R$ 35 mil (cinco cômodos) e R$ 90 mil (sete cômodos). Já em Brasília, o preço pode chegar a casa do milhão, mas em média, apartamentos de dois quartos custam a partir de R$ 250 mil.
FONTE: Jornal Coletivo
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