O preço dos alimentos subiu 2,33% no mês de maio, registrando a maior alta desde fevereiro de 2004, quando o avanço foi de 2,36% no Brasil. Segundo números da Fundação Getúlio Vargas(FGV), os preços dos alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal(IPC-S). Entre os 21 itens que compõem o grupo alimentício, as maiores altas foram de hortaliças e legumes, arroz e feijão e carnes bovinas.
A alta do preço dos alimentos pode ser explicada pela diminuição da oferta e a demanda crescente. Nos últimos três anos, por exemplo, houve secas tão profundas no sul do Brasil que o país perdeu 40 milhões de toneladas de grãos. Outro fator decisivo é o direcionamento da produção de milho para a fabricação de etanol, que acabou por encarecer o produto, base para a ração de aves.
Além disso, deve-se considerar o crescimento da economia mundial (20%) nos últimos quatro anos, aumentando o consumo de alimentos em países emergentes como Brasil, China e Índia. Uma mudança de padrão de consumo é suficiente para uma alteração significativa na economia global. O crescimento da renda dos trabalhadores nesses países fez com que mudassem seus hábitos de consumo e, por conseqüência, sua dieta, trocando carboidratos por mais proteínas no cardápio – basicamente carne, leite e queijos.
FONTE: Veja.com
Aumento das cestas básicas
O preço da cesta básica continua em alta em 14 das 16 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de maio. Apenas Goiânia (-1,19%) e Salvador (-0,35%) apresentaram queda no preço da cesta básica no mês passado. As maiores altas foram registradas no Recife (14,19%), em Natal (8,91%) e em Florianópolis (7,61%).
A alta no preço da cesta pode ser explicada pelo aumento no preço dos alimentos. Já o aumento no preço dos alimentos se deve, sobretudo, aos fatores climáticos, às pressões do mercado internacional e à alta no preço dos insumos derivados do petróleo. A carne, por exemplo, só não teve aumento em Brasília (-2,22%).
Ainda segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o acumulado nos últimos 12 meses superou o patamar de 20% em todas as capitais, enquanto o salário mínimo subiu, em março, 9,21%.
A pesquisa do Dieese também avaliou que o salário mínimo ideal para o período, considerando-se as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 1.987,51, o que corresponde a 4,79 vezes o piso do salário mínimo atual (R$ 415).
FONTE: Correio do Brasil
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